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ITAIPAVA GT BRASIL
UM SHOW DE AUTOMOBILISMO
A cada etapa mais competitiva,
o Itaipava GT Brasil torna-se
uma das melhores categorias do país
para quem gosta do melhor neste esporte,
carros incríveis, pilotos habilidosos,
emoção e velocidade.
Muita velocidade!
Sentir o
mundo passando como um borrão que se faz do futuro, rápido e
real, na realidade de tentar controlar algo próximo do limite,
enquanto o calor do asfalto, ou a água fria da chuva ofusca o
pára-brisa e atrapalha a visão, voando baixo, desafiando o seu
maior inimigo, enquanto o ronco das centenas de cavalos aliado
aos gritos dos pneus o faz sentir-se vivendo tudo ao mesmo
instante, tudo o que realmente vale a pena a quem nasceu para
vencer este inimigo imortal, a quem precisa superar os números
de velocidade por hora e derrubar milésimos de segundo em busca
da melhor volta, da superação, de ser o primeiro a receber a
quadriculada que é tudo o que realmente importa a estes homens
que tem no limite seu maior inimigo, seu maior adversário.
Talvez
esta seja a ideologia, a sensação de guiar um super esportivo na
alta velocidade de uma pista [lembre-se que não importa a
máquina que você tem em mãos, lugar de correr é na pista] a
sensação de disputar as provas do Itaipava GT Brasil, a
categoria dos esportivos fora de série que voam baixo nos
autódromos Brasileiros. A categoria para quem curte velocidade
pura e máquinas de sonhos.
Um estilo
de vida para quem as prepara ensinando as máquinas a superar
seus números, ou as acelera e um evento fascinante para quem
assiste, seja pela Rede TV! , ou principalmente, nas
arquibancadas das pistas do Brasil onde é possível sentir o
prazer do som, ao vivo, das reduções de marcas, ver das
labaredas de fogo nos escapamentos, escutar os gritos dos pneus
e sentir o cheiro de borracha queimada. Sensações que talvez
sejam o único indício que nos faça acreditar não estar sonhando.
Sim, a Itaipava GT Brasil é real, basta ir à arquibancada e
desfrutá-la. Ver um verdadeiro show de Gran Turismo, ver as
máquinas que nasceram para correr fazendo o que para melhor
servem, acelerar no limite e dar espetáculo.
Um evento
que vale cada treino e cada corrida, porque o limite destes
carros aparece somente quando o pedal da direita não tem mais
curso e a reação do ser de carne e osso que a pilota a máquina e
se funde ao ferro, borracha e combustível, não tem mais tempo,
nem relação, nem torque, nem velocidade final. É quando o motor
chega ao limite em sexta marcha e a reta já dá adeus provando
que é na curva de alta onde a máquina encontra seu habitat
natural, e a sensação de que o inimigo chamado limite vai
novamente desafiar o homem, o momento em que o piloto precisa
provar que é ele quem manda, precisa fazer valer a pena todas as
qualidades do carro de sonhos que está domando, precisa mostrar
a que veio. Aliviar o acelerador é palavra que não consta no
dicionário dos melhores pilotos deste espetáculo de velocidade.
Seja bem vindo as sensações incríveis das provas de GT.
Acompanhar
as etapas do Itaipava Gran Turismo Brasil, seja para quem vai a
trabalho ou para quem tem maior sorte, curtindo o espetáculo da
arquibancada é de um prazer inigualável e um sucesso que cresce
a cada dia. Por exemplo, na semana que o autódromo de Interlagos
comemorou seus setenta anos, mais de onze mil pessoas
acompanharam das arquibancadas a terceira etapa do campeonato,
com as corridas de número cinco e seis, ambas vencidas pela
dupla Valdeno Brito e Matheus Stumpf, com Ford GT. O bom público
foi recompensado por um pouco de tudo descrito acima, excelentes
disputas entre os carros mais desejados do mundo, no momento de
maior equilíbrio em 2010.
Com o
processo de equilíbrio de desempenho, as marcas estão mais
próximas do que nunca, tanto que a sexta corrida do ano teve
pole position da Ferrari, volta mais rápida da Lamborghini e
vitória da Ford. "Estamos muito felizes com o resultado do
trabalho da SRO Latin America, da CBA e da Auto+ Entretenimento.
É muito bom ver as arquibancadas cheias e garantir ao público um
bom espetáculo, graças ao equilíbrio de desempenho que vem sendo
feito com muito cuidado, com as informações que chegam da Europa
devidamente adequadas ao Brasil", afirma Antonio Hermann, sócio
da SRO Latin America.
A
competitividade permitiu, por exemplo, as duas primeiras
vitórias de um carro equipado com pneus Michelin em 2010. Nas
quatro corridas anteriores, foram quatro conquistas da Pirelli.
Agora, a expectativa é em relação à chegada dos novos pneus da
Michelin, iguais aos utilizados na Europa e que ainda não
estavam disponíveis no Brasil. A previsão é de que eles possam
ser aproveitados pelas equipes já na quarta etapa do campeonato,
marcada para os dias 17 e 18 de julho, no Autódromo
Internacional Nelson Piquet, no Rio de Janeiro (RJ).
O
autódromo do Rio de Janeiro é exatamente o circuito que garantiu
o melhor público do Itaipava GT Brasil em 2009. Com a temporada
se aproximando da metade, cinco dos nove modelos inscritos no
campeonato já venceram corridas: Lamborghini Gallardo LP560,
Ferrari F430 e Ford GT na classe Itaipava GTBR3 e Maserati
Trofeo e Ferrari Challenge na Itaipava GTBR4.
Os únicos
modelos sem vitória até o momento são o Dodge Viper Competition
Coupe, que vem alcançando bons resultados, mas ainda não dispõe
dos pneus adequados, o Lamborghini Gallardo LP500, carro da
geração anterior que continua mostrando força em 2010, o Porsche
997 Cup "S", que participou apenas da primeira rodada, e a
Ferrari Scuderia, que ainda não estreou. Para a próxima etapa
estão sendo esperadas as estréias do Audi R-8 na categoria
Itaipava GTBR3 e dos Ginetta na Itaipava GTBR4.
As
corridas são cercadas por emoção e expectativas justamente
porque como não se trata de um único modelo de chassi, cada
bólido tem performance distinta em determinado traçado, ou seja,
ir às provas do Itaipava GT Brasil não significa necessariamente
ver o vencedor da última etapa levará o caneco para casa, por
simplesmente ter tido o melhor carro na corrida anterior, como
vem sendo provado pelas últimas disputas. Ir a pista é emoção
certa.
Mas e para
os maiores responsáveis pelo espetáculo, os pilotos, o que é
realmente acelerar um super carro nas pistas do Brasil? A
Talento & Motor ouviu quatro das feras da velocidade que tentam
a cada curva superar os limites para – além da busca pela
vitória – instintivamente dar a você torcedor um belo espetáculo
de velocidade.
Allam
Khodair, piloto do time Blau Full Time Sports, com a vasta
experiência que tem nas pistas, baseado no seu talento natural e
arrojo para desafiar os limites, define perfeitamente o que é
participar do Itaipava GT Brasil. “É realmente muito prazeroso
guiar esses carros que, desde pequenos, nós todos temos o sonho
de dirigir. O Itaipava GT Brasil vem crescendo bastante e é um
campeonato que tem o formato muito interessante por ser corrida
de duplas. Iniciei na GT3 mais como uma parceria e hoje gosto
bastante. É um campeonato que vou tentar disputar sempre”.
Relatou o piloto que é um dos maiores feras do grid.
Seu
companheiro de equipe, o empresário Marcelo Hahn é outro
apaixonado pela velocidade do automobilismo e que vem crescendo
vertiginosamente como piloto, tanto em conhecimento técnico
quando em experiência para domar as máquinas dos sonhos. A maior
prova da paixão e determinação de Marcelo pelo automobilismo
pôde ser vista durante uma de suas participações na categoria no
autódromo de Londrina, no Paraná.
Na
ocasião, ao perder o controle de seu carro sobre a pista molhada
e escorregadia que o manteve travado pelo assoalho entre a
zebra, a área de escape e a pista, Marcelo tomou a atitude que
qualquer piloto de renome tomaria se estivesse na disputa de um
título, desceu do carro e o recolocou novamente na pista,
arrancando aplausos calorosos do público. São pilotos assim,
combativos e apaixonados que compões este espetáculo de
automobilismo. “Para mim, participar dessa categoria é o máximo.
Estar na GT3, disputando com pilotos de ponta do automobilismo
brasileiro, dirigindo os melhores carros do mundo, em uma
categoria tão profissional como essa, significa a realização de
um sonho. A GT3 me deu a oportunidade de ingressar no
automobilismo de ponta e isso me deixa muito feliz”. Definiu
Marcelo Hahn, piloto que divide o cock pit de um Lamborghini
Gallardo LP 560 com Khodair, já que nas provas da GT é
obrigatório a troca de pilotos durante a corrida, mais um
ingrediente para o espetáculo.
Outro
piloto que falou da oportunidade de guiar uma destas incríveis
máquinas foi Matheus Stumpf, companheiro de equipe de Valdeno
Brito no comando do Ford GT40. “É uma oportunidade fantástica
correr junto com vários pilotos famosos, que hoje em dia pilotam
e lideram varias categorias pelo Brasil e pelo mundo, e o melhor
ainda, poder aprender e disputar com eles. Com certeza é muito
importante para o meu futuro no automobilismo.” Definiu o jovem
e talentoso Stumpf.
Já o
paraibano voador que é seu companheiro de equipe, manteve a
linha do piloto que fala pouco, porém acelera muito. “Para eu,
correr na GT3 significa a realização do sonho de pilotar as mais
espetaculares maquinas do planeta, num evento que só faz
crescer.” Declarou o simpático piloto da equipe Banco BMG / AH
Competições, que prepara o Ford GT 40 para as ferrenhas disputas
deste que é um campeonato único no Brasil. Até a terceira etapa
realizada nos dias 15 e 16 de maio, a liderança do Itaipava GT
Brasil esta nas mãos de Matheus Stumpf e Valdeno Brito, com Ford
GT, seguidos pelas duplas Claudio Dahruj e Rafael Daniel e
Marcelo Hahn e Allam Khodair, ambas com Lamborghini Gallardo
LP560.
A quarta e
considerada melhor temporada da categoria no Brasil realmente
vem para fazer valer o ano a quem gosta de automobilismo, de
grandes pilotos e de carros GT. Falando em pilotos, a psicologia
pode até classificá-los como hiperativos, porque a adrenalina
sentida em uma pista de corridas pode ser similar a puxar o
gatilho de uma arma em roleta russa, porém, mais segura e
racional. Sensações similares de limite extremo, mas com motivos
distintos. Talvez a maior diferença seja que estes mortais que
se escondem por detrás dos capacetes só querem este desafio, a
necessidade atávica de vencer o tal inimigo descrito no início
desta matéria, o inimigo chamado limite, afinal, a verdadeira
vitória neste fascinante esporte não está em ser o primeiro na
quadriculada, porque para vencer seu oponente é preciso
primeiro, e sempre, vencer a si próprio. A superação é a
verdadeira conquista destes caras que guiam as máquinas de
sonhos, a verdadeira vitória que o público, instintivamente,
reconhece e agradece pelo espetáculo. Itaipava GT Brasil,
realmente, um show de Gran Turismo.
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